terça-feira, 27 de julho de 2010

OS FORMATOS DE ÁUDIO DO BLU-RAY

OS FORMATOS DE ÁUDIO DO BLU-RAY

NOME Tipo Nº de canais Amostragem/resolução Taxa de transferência (bit-rate)
Dolby TrueHD compressão sem perdas (lossless) 5.1, 6.1 e 7.1 (máximo 14) 48kHz/20 bits e 96kHz/24 bits (máximo 192kHz/24 bits em 5.1) 4.7Mbps (máximo 18Mpbs)
Dolby Digital Plus compressão com perdas (lossy) 5.1, 6.1 e 7.1 48kHz/20 bits 1.7Mbps (máximo 6Mbps) 
DTS-HD Master Audio compressão sem perdas (lossless) 5.1, 6.1 e 7.1 48kHz/20 bits e 96kHz/24 bits (máximo 192kHz/24 bits em 5.1) 6.2Mbps (máximo 25.4Mbps)
DTS-HD High Resolution compressão com perdas (lossy) 5.1, 6.1 e 7.1 48kHz/20 bits (máximo 96kHz/24 bits) 3Mbps (máximo 6Mbps)
Linear PCM (multicanal/BD) nenhuma compressão 5.1, 6.1 e 7.1 48kHz/16 bits (máximo 48kHz/24 bits) 4.6Mbps
DTS compressão com perdas (lossy) 5.1, 6.1 e 6.1 (ES) 48kHz/20 bits (máximo 96kHz/24 bits) 754kbps (máximo 1.5Mbps)
Dolby Digital compressão com perdas (lossy) 5.1 e 6.1 (EX) 48kHz/20 bits 384kbps (máximo 640kbps) 
No início, quando surgiram os primeiros players Blu-ray, não havia receivers preparados para decodificar áudio de alta definição. Essa tarefa era executada pelos players, que traziam saídas HDMI versão 1.1 e analógicas RCA multicanal – chamadas de 5.1CH ou 7.1CH (no caso de modelos mais refinados) – para serem ligadas a receivers com entradas correspondentes. A conexão HDMI dos primeiros Blu-ray não trafegava sinais Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio; o player tinha que decodificar as trilhas em HD e liberá-las em PCM multicanal, para serem reconhecidas por um receiver.

Já os sinais analógicos multicanal separados que entravam no receiver só precisavam ser amplificados para que pudéssemos ouvir através das caixas acústicas. Mas há dois problemas nesse tipo de conexão. Um é o emaranhado de cabos utilizados – entre seis e oito – só para a passagem do áudio. Outro era a vulnerabilidade: cabos analógicos ficam expostos a interferências eletromagnéticas e de radiofrequência – comuns nos grandes centros e regiões com muitas fábricas.

Em 2008, com a chegada de receivers dotados de processadores HD e entrada HDMI versão 1.3, a conexão com os players ficou mais fácil. Essa conexão possui largura de banda suficiente para o tráfego dos robustos codecs Dolby TrueHD e DTS Master Audio. Por isso, a maioria dos fabricantes de Blu-ray (exceto as marcas high-end) passou a produzir aparelhos sem saídas analógicas multicanal, forçando o usuário a fazer um upgrade e buscar um receiver com entrada HDMI.
Em breve, situação idêntica será encontrada nos receivers atuais, que aos poucos vão deixando de oferecer entradas analógicas 5CH e 7CH. Os modelos de entrada da Denon, Marantz, NAD e Rotel, por exemplo, ainda trazem conectores analógicos 7.1 canais, ao contrário da nova linha 2009/2010 da Onkyo (final 07) que já não traz esse tipo de conexão. Entre os receivers da Sony, somente os top-de-linha oferecem entradas analógicas (5.1), enquanto o modelo de entrada da marca não dispõe de terminais RCA multicanal. A boa notícia é que, hoje, todas as grandes marcas possuem receivers de entrada (e, portanto, mais acessíveis) dotados de processadores HD e entrada HDMI v1.3.
Já para quem possui sala pequena e prefere soluções integradas, como os sistemas in-a-box, vale o alerta: nem sempre a entrada HDMI desses equipamentos aceita sinais de áudio multicanal. Em geral, modelos com interface HDMI do tipo “Pass-Thru” são capazes de conduzir imagens em alta definição (até mesmo Full-HD) e sinal de áudio apenas em estéreo. Assim, a conexão de áudio dos players Blu-ray desses sistemas só pode ser feita por meio de tomadas digitais (óptica ou coaxial), as quais não aceitam Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio.

A dica é adquirir modelos com entrada HDMI do tipo “Repeater”, capaz de aceitar sinais Full-HD e áudio multicanal, seja PCM, Dolby TrueHD ou DTS-HD Master Audio.

Mas, será que as diferenças entre os formatos de áudio são perceptíveis, a ponto do usuário se ater a esses codecs a partir de agora? Se o seu sistema é formato por equipamentos independentes, seja receiver A/V ou amplificador multicanal ligado às caixas acústicas, certamente irá sentir diferenças entre os processamentos HD e os tradicionais DD e DTS – sem aquela sensação de som comprimido. Por outro lado, se você possui em sua sala um sistema integrado in-a-box, as chances de ouvir graves mais impactantes, freqüências médias/altas mais definidas e diálogos naturais serão bem menores.

RECEIVERS DE ENTRADA

Todos os receivers com processadores HD oferecem também os tradicionais Dolby Digital EX e DTS-ES, para decodificação de filmes gravados em 6.1 canais. Incluem ainda o Dolby Pro Logic IIx e DTS Neo:6, que reproduzem em até 7.1 canais as trilhas estéreo e 5.1 presentes nos discos.

Os conectores HDMI dos receivers HD permitem chavear as fontes de vídeo de baixa resolução via terminais analógicos, como vídeo componente, S-Video e composto. Além disso, os novos modelos realizam upscaling dos sinais, simulando uma resolução de 1080i ou 1080p, para melhorar a qualidade da imagem.

A função multiroom também já é comum nos receivers de entrada, embora estes não ofereçam a mesma flexibilidade de sistemas como Projekt e Russound, em termos de recursos e capacidade de expansão. Outro recurso cada vez mais usado nesses receivers é a chamada calibragem inteligente, que ajusta os níveis de volume e distância (ou atraso) de cada canal, e configura automaticamente os tipos de caixas utilizadas.
O QUE É DOLBY PRO LOGIC IIZ?
Assim como o Pro Logic IIx, esse formato de áudio transforma sinais estéreo e 5.1 em 7.1 canais. Isso é feito adicionando dois canais frontais (esquerdo e direito), com as caixas sendo instaladas na parede, a uma altura de aproximadamente 1m em relação às caixas frontais tradicionais. A amplificação dos canais adicionais é feita por meio das saídas SURROUND BACK do receiver. O processador Dolby Pro Logic IIz é útil em ambientes menores, que não acomodam caixas surround back. Segundo a Dolby, o Pro Logic IIz oferece uma experiência tridimensional para melhorar o palco sonoro e expandir o realismo dos efeitos espaciais dos filmes, shows e games.

AS VANTAGENS DOS CODECS HD

Tecnicamente, a superioridade dos novos decoders de áudio de alta definição se traduz em maior taxa de transferência (ou bit-rate), que resulta em melhor detalhamento sonoro. Para se ter uma idéia, o padrão Dolby Digital 5.1 empregado nos DVDs atuais oferece uma taxa de transferência de até 640kpbs (kilobits por segundo), embora freqüentemente encontremos gravações limitadas a 384kbps. No caso do DTS, a taxa de transferência é bem maior, cerca de 1.5Mbps (megabits por segundo), mas é comum também ver (e ouvir) DVDs gravados a 754kbps, já que esses discos precisam reservar mais espaço para conteúdos de vídeo e a inclusão de extras.
Com o Dolby Digital Plus, a taxa de transferência pode ir a 1.7Mbps no Blu-ray, enquanto o DTS-HD High Resolution atinge 3Mbps. Já os codecs Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio comprimem os sinais de áudio (inclusive, de 7.1 canais) sem perda de qualidade, de maneira semelhante ao método de compressão do quase extinto formato DVD-Audio. Nos discos utilizados durantes nossas avaliações de produtos, vimos que o Dolby TrueHD oferece taxa de transferência em torno de 4.7Mbps, enquanto o DTS-HD Master Audio proporciona até 6.2Mbps.
Outro formato de áudio comum nos discos Blu-ray é o LPCM Uncompressed (ou Linear Pulse Code Modulation), que já é um velho conhecido; afinal, é o mesmo utilizado na mídia CD, porém com amostragem e resolução maior (veja na tabela). No Blu-ray, o LPCM pode reproduzir áudio em 5.1 e 7.1 canais a uma taxa de transferência de 4,6Mbps. É tido por muitos como o melhor formato de áudio, por preservar o sinal digital puro, sem compressão da trilha original. Por outro lado, nota-se que o LPCM multicanal já não está mais tão presente nos títulos atuais, ao contrário dos primeiros discos lançados no início da tecnologia, quando players e receivers ainda não decodificavam formatos HD.

Na maioria dos filmes, os codecs possuem áudio gravado com amostragem de 48kHz por 20 bits de resolução, embora não seja raro encontrar shows gravados a 96kHz / 24 bits e codificados em Dolby TrueHD ou DTS-HD (MA e HR). Tanto Dolby TrueHD como DTS-HD Master Audio têm potencial para “empacotar” sinais com amostragem de até 192kHz. Fonte Home Theater serratalhada.biz

quarta-feira, 21 de julho de 2010

 

Provedoras de banda larga podem oferecer só 10 porcento da velocidade contratada. E a Lei permite!

Além de ter um dos serviços de banda larga mais caros do mundo, as companhias brasileiras não ofertam a velocidade prometida. Serviços que garantem 100% da velocidade contratada não servem para o ambiente doméstico.
 
O serviço de banda larga no Brasil é um dos mais caros em todo o mundo. A qualidade do produto, porém, nem de longe é proporcional ao cobrado pelas operadoras. Além dos altos valores, as companhias não costumam entregar a velocidade de internet ofertada – e o pior é que elas estão amparadas pela Lei! Você pode nem ter reparado mas, no contrato que assinou, existe uma cláusula que garante à empresa fornecedora de banda larga o direito de oferecer apenas 10% da velocidade contrata sem sofrer represálias. Mas por que isso acontece? Na verdade, esta é uma forma das empresas de internet otimizarem a rede. Se elas tivessem que garantir 100% da velocidade o tempo inteiro, a infraestrutura implementada teria que ser bem mais robusta. Da forma como é hoje, em horários de pico a velocidade cai. E elas também utilizam uma outra arma, o IP Dinâmico. Para entender esse lance de Ips: o IP, ou internet protocol, é como se fosse um endereço. É um número que identifica o seu computador quando ele se conecta à rede. Agora, imagine o seguinte: você acaba de desconectar a sua banda larga normal aí na sua casa. Em seguida, seu vizinho conecta a internet dele. Em vez da empresa ter 2 IPs, um pra cada um de de vocês, ela vai pegar o seu e transferir para o vizinho. Para a empresa é benéfico porque ela não precisa criar um IP para cada usuário. Por isso a infraestrutura é mais simples, barata, e consegue atender um maior número de usuários.
Mas existe uma outra forma de disponibilizar internet que é utilizada, principalmente, pelo mercado corporativo. Grandes empresas normalmente optam pelo Link Dedicado. As empresas que fornecem internet dessa forma garantem velocidade integral e sem quedas durante 99,9% do tempo. Para isso, é preciso muita infraestrutura.
"O Link Dedicado é um serviço de internet, como o próprio nome diz, ele é dedicado. Então ele é um serviço diferenciado, um acesso dedicado de internet para a empresa. Ou seja, há uma preocupação muito grande na estabilidade desse link, na velocidade desse link, é realmente um serviço que pretende ter uma estabilidade muito grande para empresas que necessitam de internet o tempo todo, 24 horas, e um suporte diferenciado para esse tipo de serviço", diz Matheus Spagnuolo, analista de produtos da Telium. 
É... mas oferecer essa estrutura custa bastante. Alguns planos podem chegar a custar 3 mil reais por “apenas” 2 mega de velocidade. A questão é que, nesse caso, a velocidade é real. E o IP é só daquela empresa, não fica trocando de mãos – o que permite fazer várias coisas que nós, usuários domésticos, teríamos dificuldade...
"Para um cliente empresarial um IP fixo é importante, às vezes ele aplicações como servidores web ou banco de dados que rodam na rede dele e que precisam ser sempre acessados pelo mesmo IP. Então ele vai ter um IP fixo e esse é também um dos diferenciais do link dedicado", afirma Matheus.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Filmes em Blu-ray são “mutilados” no Brasil

Filmes em Blu-Ray são “MUTILADOS" no BRASIL



No início eram apenas suspeitas, mas agora já temos a constatação de que muitos filmes em Blu-ray lançados por aqui são mesmo inferiores aos vendidos nos EUA e em outros países da Europa. Títulos sem os codecs HD Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio, além de conteúdos adicionais, como BD-Live, cópia digital, cenas deletadas e outros extras são algumas das reclamações mais recorrentes de nossos leitores.
É incrível o descaso de algumas distribuidoras, que poderiam aproveitar a capacidade de armazenamento de uma mídia BD e “encher” de bônus e opções de áudio, assim como fazem em outros mercados. Mas pelo visto, a maioria das empresas no Brasil não está interessada em importar seus filmes em mídias de dupla-camada (50GB), tal como ocorre lá fora. Ao invés disso, lançam por aqui títulos em discos simples (25GB) tendo como consequência o corte de muitos extras e, principalmente, de codecs de áudio HD. É uma pena que pagamos tão caro em filmes completamente “mutilados” por algumas distribuidoras.
Para quem ainda não é assinante, convido a todos a uma breve leitura dessa matéria, publicada na HT&CD nº 165 (à venda nas bancas), além de reivindicar junto às distribuidoras o lançamento de títulos completos, a exemplo do que ocorre nos EUA. Após uma boa pesquisa, deixamos claro na matéria quais as empresas que praticam este ato de desrespeito ao consumidor brasileiro.
Obs: Infelizmente, houve dois enganos após a revisão gramatical feita por nosso revisor de textos na matéria em questão. Foi publicado que o LPCM Multicanal é inferior ao DTS-HD Master Audio, porém, isso está incorreto, uma vez que o PCM é um formato de áudio puro sem compressão. Foi mencionado também que o título Rede de Mentiras (Warner) tem áudio Dolby Digital quando na verdade ele possui trilha Dolby TrueHD, embora a capa não traga essa informação.