segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


Aparelhos eletrônicos: programados para "estragar"
Conheça a "Teoria da Obsolescência", que afirma que as empresas vendem produtos com vida útil curta apenas para garantir o consumo constante 
                
Stephanie Kohn   

Você já deve ter ouvido falar na obsolescência programada, uma estratégia de mercado que surgiu na década de 1920, após a crise de 1929. Este fenômeno industrial e mercadológico fazia com que as empresas desenvolvessem produtos com uma vida útil mais curta apenas para garantir o consumo constante de novos itens, aquecendo, assim, a economia, que vivia maus momentos.   

O criador dessa "galinha dos ovos de ouro" foi o então presidente da General Motors, Alfred Sloan, que desenvolveu a teoria para incentivar a troca freqüente de carros. O apelo é utilizado até hoje: as montadoras mudam anualmente os modelos e acessórios dos veículos.  Só que no caso dos carros, existe manutenção e reposição constante de peças anteriores, portanto, não há uma imposição na troca.  Ou seja, fica a critério do consumidor querer andar com o carro do ano ou não. Já no caso de eletrônicos e eletrodomésticos, a história é outra. Algumas fabricantes tiram de linha o produto e suas peças, e acabam forçando uma nova compra caso aquele aparelho estrague.

O advogado especialista em direito do consumidor, Dr. Eduardo Alberto Squassoni, do escritório Letang Associados, explica que o código do consumidor não determina um tempo para que as empresas retirem as peças de reposição e isso atrapalha muito a vida dos clientes. "O código diz que deve haver um prazo razoável, mas o razoável depende muito de cada produto. Em uma decisão judicial, este prazo acaba entrando no entendimento do juiz", explica. Isso significa que as fabricantes podem retirar peças e produtos de linha a hora que quiser e o consumidor fica sem a possibilidade de consertar um produto mais antigo.    

O especialista conta que um de seus casos mais recentes está sendo baseado nesta lei. Uma pessoa comprou uma televisão de LED e tecnologia 3D, e seis meses depois o produto parou de funcionar. O consumidor, então, procurou a fabricante. Mesmo dentro da garantia, a empresa afirmou não ser possível o conserto do produto, pois ele estava fora de linha e já não existia mais peças de reposição. A empresa ofereceu um reembolso para o consumidor com o valor original pago pela TV. Mas o advogado explica que terá de entrar com uma ação para obrigar a companhia a reembolsar o preço corrigido da TV.   

"Com o valor pago na época, meu cliente não conseguirá comprar uma TV nova da mesma marca e com as mesmas funcionalidades. O mínimo que eles terão de fazer é pagar o valor corrigido ou dar uma TV equivalente", comenta. "Este caso implica ainda em pedir um dano moral, pois o consumidor não está usufruindo da TV", completa.

No documentário "The Light Bulb Conspiracy" ("A conspiração da lâmpada", em português - veja o vídeo abaixo), a cineasta Cosima Dannoritzer mostra que, apesar das fabricantes negarem, a indústria tem práticas para determinar a validade de seus produtos e isso acontece, especialmente, na indústria da tecnologia. Um dos casos apontados no vídeo é o da primeira geração do iPod, que teve problemas na bateria oito meses depois da compra. O consumidor em questão procurou a Apple, que sugeriu: "vale mais a pena comprar um iPod novo". O caso se tornou uma ação coletiva, que deu aos clientes uma substituição das baterias e a extensão da garantia por US$ 59. Ao ser questionada sobre o fato, a empresa alegou que "a vida útil dos produtos varia muito com o seu uso".   

Outro caso apresentado no documentário revela que um rapaz procurou a assistência técnica para restaurar sua impressora a jato da Epson e os técnicos disseram que não havia conserto. Indignado, o consumidor procurou mais sobre o assunto na web e descobriu uma "teoria" que ronda fóruns: segundo os usuários, existe um chip que determina a duração do produto. Quando a impressora atinge um número de páginas impressas, ela trava e não volta mais a funcionar.   

Ao ser procurada pelo Olhar Digital, a Epson negou que praticasse a obsolescência programada e disse que dá muita atenção à qualidade dos produtos, além de se preocupar com o meio ambiente. "Projetamos os nossos produtos pensando nas necessidades e nas demandas do consumidor e rejeitamos totalmente que eles sejam fabricados para apresentar defeitos depois de algum tempo", declarou a companhia.

A fabricante ainda disse que, de acordo com pesquisas, a vida útil de uma impressora é, em média, de quatro anos. Depois deste tempo, normalmente, o consumidor busca a reposição por um modelo com tecnologia mais atualizada. "Hoje, é o mercado consumidor que define a vida útil de um produto, pois os consumidores estão sempre em busca de novo design, de novas tecnologias, a exemplo de impressão sem fio (wireless) ou até mesmo de impressão na nuvem. Eles também procuram mais desempenho, pois a cada lançamento a Epson desenvolve um produto que consuma menos energia e menos tinta", comentou.   

O argumento de que os consumidores buscam por produtos novos faz sentido, mas a diretora do documentário acredita que a obsolescência programada na forma psicológica também existe. Em outras palavras, o fato do consumidor substituir voluntariamente algo que ainda funciona só para ter o último modelo também é uma influência da indústria.

E você, acredita que as fabricantes de eletrônicos praticam a obsolescência programada? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.    

Parte 1



Parte 2



Parte 3




Parte 4



Parte 5



Parte 6






sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Diferença entre Galaxy Tab (P1000L) e Galaxy Tab Wi-Fi (P1010)


Comparativo entre Galaxy Tab P1000L e Galaxy Tab Wi-Fi (P1010)
O que está em negrito são as diferenças. Como podem observar, as principais diferenças são funções de celular (ligações, 3g, sms…) e também TV Análogica e Digital que o P1000L possui e o P1010 não.

Galaxy Tab P1000L

Galaxy Tab Wi-Fi P1010



Tecnologia

Tecnologia

Quad Band (850 + 900 + 1800 + 1900 MHz)
GPRS disponível
3G disponível
Android 2.2
Navegador da Internet WML / WMLScript (V), WSP Stack (X)
Valores SAR: 4.67 W/kg corpo
Android 2.2
Navegador WML / WMLScript (V), WSP Stack Valores SAR: 1.01 W/kg corpo


Display

Display

TFT
Resolução da Tela: 1024 x 600
Tamanho da Tela: 7″
Quantidade de cores: 16M
TFT
Resolução: 1024 X 600
Tamanho: 7″


Vídeo

Vídeo

Video Player disponível
Gravador de vídeo disponível
Streaming de Vídeo disponível
Vídeo-Chamada disponível
Video Player disponível
Gravador de Vídeo disponível
Streaming de Vídeo disponível
Vídeo-Chamada disponível

(Apenas via Wi-fi)


Conectividade

Conectividade

Bluetooth integrado
WAP disponível
USB disponível
Navegador da Internet disponível
WiFi (801.11 b / g)
GPS disponível

Aplicação PC Sync disponível
Armazenamento em massa USB disponível
Bluetooth disponível
WAP disponível
USB disponível
Navegador HTML disponível
Wi-Fi 801.11 b/g
AGPS disponível

Aplicação PC Sync


Funções de Ligação

Funções de Ligação

Viva-Voz disponível
Identificador de Chamadas disponível
Conferência
Chamadas Efetuadas/Não atendidas/Recebidas
Tempo de ligação disponível
Não Possui.


Diversão e Entretenimento

Diversão e Entretenimento

Wallpaper integrado
TV Digital disponível
Não Possui.


Tamanho

Tamanho

Peso: 380 g
Dimensões: 188 x 120 x 11 mm
Peso: 380 g
Dimensões: 188 x 120 x 11 mm


Interface com Usuário

Interface com Usuário

Teclado Qwerty Virtual disponível
Teclado Qwerty Virtual


Música e Sons

Música e Sons

Music Player disponível
Toques polifónicos disponíveis
Toques MP3 disponíveis
Music Library disponível
Tecnologia de som 3D disponível
Music Player disponível
Ringtones Polifônicos
Ringtone MP3 disponível
Music Library disponível
Tecnologia de som 3D


Negócios & Escritórios

Negócios & Escritórios

Visualizador de documentos disponível
Mobile Printing disponível
Modo offline
Visualizador de Documentos disponível
Modo Offline


Memória

Memória

16 GB de memória interna
Memória externa (microSD até 32 GB)
Memória Interna de 16 GB
Memória Externa: microSD até 32 GB


Bateria

Bateria

4000 mAh
Em conversação: 2G : até 33 h
Em Stand By: 2G : até 60 dias
Capacidade da bateria: 4000 mAh


Câmera

Câmera

Câmera 3.2 megapixels
Foco automático disponível
Modos de disparo disponível
Efeitos para foto disponíveis
Câmera 3.2 megapixels
Foco automático disponível
Modos de disparo disponível
Efeitos para foto disponíveis


Mensagem

Mensagem

SMS disponível
MMS disponível
Entrada de Texto Pre-editado T9 disponível
E-mail disponível
vCard/vCalendar disponível
Entrada de Texto Pre-editado T9
E-mail
vCard / vCalendário


Aplicações

Aplicações

Calendário disponível
Lista de tarefas disponível
Relógio integrado
Horário mundial disponível
Alarme integrado
Conversor de moedas disponível
Conversor de medidas disponível
Cronômetro disponível
Agenda disponível
Contagem Regressiva disponível
Calendário
Lista de Tarefas disponível
Relógio
Horário Mundial disponível
Alarme
Conversor de Moeda disponível
Conversor de Medidas disponível
Cronômetro disponível
Agenda
Contagem Regressiva


Informações Adicionais

Informações Adicionais

Online Widgets disponíveis
Share Pics/Comunidades
Touch Screen
Online Widgets
Share Pics/Comunidades
Touch Screen

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Google e Intel anunciam parceria em futuros tablets. O que devemos esperar e por quê?

Google e Intel anunciam parceria em futuros tablets. O que devemos esperar e por quê?


Esta semana, Google e Intel Corp. anunciaram uma parceria no desenvolvimento de futuros tablets e smartphones, com o sistema Android sendo otimizado para o uso conjunto com os processadores da linha Atom da Intel. Eu consigo imaginar duas circunstâncias para essa decisão, e elas são interligadas.
A primeira seria a seguinte: mês passado, o Google comprou a Motorola Mobile, que é a empresa responsável por uma grande parte dos dispositivos rodando Android atualmente, e com essa aquisição o Google pode começar a projetar seus próprios dispositivos, dedicados exclusivamente ao sistema Android. Ter uma parceira como a Intel, com uma linha de microchips disposta a dedicar hardware a seu sistema operacional, inclusive uma parceira que promete que a nova geração de chips vai exigir da bateria a metade da energia anteriormente requisitada, é  um enorme passo no sentido de resolver uma das grandes frustrações da maioria dos compradores de tablets e smartphones – a duração da carga da bateria. Tais fatores  fazem o Google ter cartas na manga para melhorar o quesito “desempenho” dos gadgets Android.
E por que motivo o Google estaria tão  preocupado com o quesito “desempenho” dos aparelhos Android? Chegamos à segunda circunstância: Apple.
Apesar de o sistema Android se sair muito bem no mercado de smartphones, quando o assunto é tablet o sucesso não é o mesmo. Dia após dia, como vemos aqui mesmo no MDT, saem dispositivos com as configurações mais diversas rodando o sistema Android. Mesmo com toda essa diversidade, todos os dispositivos de todas as marcas, com as mais variadas especificações de hardware, não chegam perto de ameaçar a liderança da Apple e do Ipad no segmento. Por que?
A pergunta já tem um bocado da resposta. Inúmeros tablets com as mais variadas especificações de hardware são lançados periodicamente rodando o sistema operacional do Google, mas nenhum deles é desenhado desde a prancheta com dedicação total ao Android, o que faz com que o tablet rodando Android entregue ao usuário uma experiência um tanto quanto “genérica”, já que a interação entre software e hardware é, ela mesma, “genérica”. Como todos nós sabemos, o mesmo não acontece com o Ipad (aliás, com nenhum produto da Apple), justamente porque desde o esboço, hardware e software são pensados para trabalharem de maneira unificada, o que garante maior fluidez nas operações, gráficos, etc. Nesse ponto, a Apple é imbatível. E talvez seja justamente nesse ponto forte que o Google, adquirindo a Motorola Mobile e firmando parceria com a Intel, queira atacar a Apple. Quero dizer, produzir dispositivos mobile que tenham hardware e software entrelaçados desde o início para criar uma linha de tablets que entregue a experiência mais avassaladoramente agradável para o usuário, e assim fazer o robozinho verde abrir mais um flanco de competição com a maçã.
Claro, são minhas suposições. Quais são as suas? Comente!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Teles são liberadas para oferecer TV paga

São Paulo - Foi sancionada na noite de hoje, pela presidente Dilma Rousseff, a lei que regulamenta a atuação das empresas de tevê a cabo no Brasil.
O Palácio do Planalto manteve praticamente inalterado o texto aprovado pelo Congresso, que prevê, entre outros pontos, a possibilidade da entrada das empresas de telefonia no mercado e retira limites para participação estrangeiras nas empresas detentoras do serviço.


A avaliação do governo é que essas duas possibilidades irão aumentar a concorrência no País, barateando o custo ainda alto e aumentando a cobertura do serviço, hoje restrito às cidades mais populosas. Espera, também, que o compartilhamento de infraestrutura entre TV a cabo e telefonia ajude a melhorar a qualidade dos serviços de internet banda larga.
A lei ainda prevê que as empresas terão que apresentar 30% de produção nacional em sua programação. Esse artigo foi duramente criticado pelas empresas, que alegavam cerceamento do direito de decisão do consumidor. No entanto, a obrigatoriedade foi mantida.
Apenas dois artigos foram vetados pela presidente. O primeiro deles previa que as próprias operadoras poderiam definir a classificação indicativa para seus programas, em uma espécie de autorregulação.
Com o veto, o trabalho de definição das faixas etárias de cada programa continuará a ser feito pelo Ministério da Justiça. O segundo artigo vetado autorizava as empresas a cobrar pelos serviços de atendimento telefônico ao consumidor, o que não poderá mais ser feito.

Samsung Galaxy Tab 10.1: o fino do Android

PCWorld Brasil

Com apenas 8.6 mm de espessura, tablet mais fino do mercado tem excelente autonomia de bateria, bom desempenho e traz sistema e aplicativos otimizados

Desenvolvido por:

Talvez você não se lembre, mas a Samsung foi a primeira fabricante a lançar um tablet no mercado nacional: seu Galaxy Tab (com tela de 7 polegadas) chegou às lojas em novembro do ano passado.
Entretanto, apesar de alguns recursos de hardware interessantes como um sintonizador de TV Digital e Analógica, ele sofria com a falta de software otimizado para o formato: o sistema operacional Android 2.2 era o mesmo dos smartphones, e fora alguns apps pré-instalados não havia quase nada que tirasse proveito da alta resolução (1024 x 600 pixels) da tela. A sensação era de que ele não passava de um “smartphone gigante”.
Mas o mundo da tecnologia progride a passos largos. Em menos de um ano a Google lançou uma nova versão do Android (a série 3.x, codinome “Honeycomb”), otimizada para tablets e adotada por vários fabricantes. Entre eles a Samsung, que anunciou em fevereiro deste ano um novo Galaxy Tab com tela de 10.1 polegadas.
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Galaxy Tab 10.1: Android 3.1 e tela widescreen de 10.1 polegadas
Batizado de Galaxy Tab 10.1, o novo tablet já está à venda no Brasil há cerca de um mês, inicialmente nas lojas da operadora Vivo em versão com 3G integrado. Com hardware aprimorado e software “sob medida” para o formato, será que o “Tab” tem o que é necessário para conquistar um espaço entre concorrentes como o iPad 2 e outros tablets Android com hardware similar?
Hardware
Com 8,6 mm de espessura, o Galaxy Tab 10.1 é o tablet mais fino do mercado, 0,2 mm mais fino que o iPad 2, embora eu duvide que alguém vá notar a diferença no dia-a-dia. Ele também é 42 gramas mais leve que seu concorrente direto (são 565 gramas no total), embora seja mais largo (25,6 cm) para acomodar a tela de 10.1 polegadas com proporção widescreen que lhe dá o nome.
O design não foge muito do comum encontrado em outros tablets no mercado: frente preta com borda prateada. O modelo testado tem a traseira branca, lembrando o primeiro Tab. Todos os botões (liga/desliga e volume) ficam na borda superior, junto com o slot para o SIM Card e o conector para fones de ouvido. Na borda inferior fica o conector de expansão, usando para carregar o aparelho e conectá-lo ao PC ou a acessórios. Assim como os outros tablets Honeycomb no mercado, o Galaxy Tab 10.1 foi feito para ser usado “na horizontal”.
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Traseira branca lembra o primeiro Galaxy Tab. Câmera fica na parte prateada no topo
Por dentro ele usa os mesmos componentes que o Motorola Xoom, ASUS Eee Pad Transformer e outros tablets Honeycomb no mercado: um processador dual-core Nvidia Tegra2 de 1 GHz com 1 GB de RAM. Há 16 GB de memória flash interna para armazenamento de fotos, músicas e vídeos, mas não há um slot para expansão com cartões microSD, disponível em concorrentes como o Xoom e o Transformer.
São duas câmeras, uma traseira de 3.1 MP (com flash) e uma frontal de 2 MP para videochamadas. Não há portas USB, slot para cartões de memória nem saída HDMI para ligação a TVs de alta-definição, embora a Samsung ofereça acessórios opcionais para cada caso.
Além das interfaces Wi-Fi e Bluetooth, o Galaxy Tab 10.1 que testei também tem 3G integrado. Mas ao contrário de seu irmão mais velho, o Galaxy Tab de 7 polegadas, o novo Tab não é capaz de fazer chamadas, embora seja capaz de enviar e receber mensagens SMS. Outro recurso que desapareceu na nova geração foi o sintonizador de TV (Digital e Analógica), algo que também aconteceu na transição entre o Galaxy S e o Galaxy S II.
Nos benchmarks o Samsung Galaxy Tab 10.1 teve o mesmo desempenho que outros tablets “Honeycomb” no mercado, como o Motorola Xoom ou o ASUS EeePad Transformer. É o esperado, já que o hardware é exatamente o mesmo.
Câmera
Considerando a resolução da câmera, teoricamente o Galaxy Tab 10.1 estaria em desvantagem em relação aos outros tablets Honeycomb, equipados com câmeras traseiras de 5 MP. Mas na prática o resultado é outro: as imagens, mesmo feitas em ambientes internos sob luz artificial, tem cores naturais, boa exposição e agradam, embora o algoritmo de redução de ruído tenha tendência a ser um tanto agressivo e borrar os detalhes mais finos.
Já nos vídeos o resultado é bem pior. Apesar do tablet gravar em “HD” (1280 x 720 pixels, 30 quadros por segundo) imagens feitas em ambientes internos, mesmo bem iluminados, tem ruído excessivo, e ganham a aparência de “TV com chuvisco”. Para gravar em locais com pouca luz é possível usar o flash da câmera como uma “lanterna”, embora ele tenha baixa potência e um alcance limitado.
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Amostra de foto feita com o Galaxy Tab 10.1. Clique para ampliar
O software da câmera foi modificado pela Samsung, e traz recursos como controle manual de exposição, detecção de sorriso, fotografia panorâmica, temporizador e modos de cena. Um editor permite modificar as imagens, de simples recortes a ajustes de exposição e cor. Curiosamente, o editor de vídeos padrão do Honeycomb, encontrado em outros tablets, não estava instalado no Galaxy Tab 10.1.
Software
O Galaxy Tab 10.1 roda o sistema operacional Android 3.1, ao qual a Samsung adicionou a interface Touchwiz, já conhecida dos usuários de smartphones da marca. Além de mudanças cosméticas (como novos ícones e fontes) há recursos bastante úteis, como atalhos para ligar ou desligar funções como Wi-Fi, Bluetooth e GPS integrados à área de notificação e uma “prateleira” com seis mini-aplicativos no rodapé da tela, que podem ser acessados a qualquer momento, de qualquer aplicativo.
Entre eles estão um gerenciador de tarefas (que permite fechar aplicativos que estejam em execução em segundo plano), calendário, relógio com hora mundial, bloco de notas, calculadora e media player. Eles rodam em uma janela sobre os outros aplicativos em execução, sem ocupar muito espaço, e são muito úteis quando você precisa fazer uma conta ou consulta rápida à sua agenda sem interromper as outras tarefas.
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Mini-Apps, como o calendário, rodam "por cima" dos outros aplicativos
Como de praxe, a Samsung modificou o Music Player e o Reprodutor de Vídeos. No primeiro caso prefiro o player original da Google, que tem um visual mais atraente, embora não haja muitas diferenças em termos de recursos. Já o reprodutor de vídeos desapontou. Os aparelhos topo de linha da família Galaxy, como o Galaxy S e o Galaxy S II, tem a reputação de “toca tudo” pois trazem players próprios capazes de lidar com formatos de vídeo populares como DiVX e MKV sem a necessidade de conversão. Mas no Galaxy Tab 10.1 tive problemas para tocar vários clipes nestes formatos.
Depois da conversão para um formato compatível (usei o encoder Badaboom 2 no perfil “Motorola XOOM”, que gera arquivos em MPEG-4) não tive problemas para tocar clipes em resolução HD (720p). Ponto positivo: o player é capaz de reconhecer e usar legendas externas no formato .SRT.
Falando em filmes, o Galaxy Tab 10.1 vem com um aplicativo do Netmovies, que permite assistir a filmes e séries via streaming, com dois meses de acesso grátis. Infelizmente o catálogo desapontou: segundo a assessoria de imprensa do serviço são 4 mil títulos disponíveis, mas passeando pelas categorias encontrei poucos títulos recentes ou conhecidos. No gênero “Ação e Aventura”, por exemplo, há alguns filmes de Chuck Norris (“Força Delta”) e Jackie Chan (“Arrebentando em Nova York”), mas nada que tenha feito qualquer sucesso nos cinemas nos últimos 10 anos.
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Catálogo da Netmovies: alguém aí quer assistir "Operação Dragão Gordo"?
A quantidade de conteúdo da Editora Abril também chamou a atenção. Há apps para nada menos do que seis revistas, além de um jornal (Folha de São Paulo). Mas se você espera ler a edição do mês da Super Interessante com o mesmo conforto e recursos de quem lê a Wired num iPad, pode tirar o cavalinho da chuva: os “aplicativos” são nada mais do que atalhos para os sites de cada publicação, com o mesmo conteúdo já disponível online, com pouca ou nenhuma modificação (às vezes, apenas na forma como ele é apresentado).
Em alguns casos é até uma desvantagem usar o aplicativo, como no caso da revista Época: comparados ao site, os artigos no “aplicativo” tem erros de formatação e algumas imagens e infográficos estão faltando.
A Samsung também inclui em seu tablet o pacote de escritório Polaris Office (que, além de editar arquivos do Microsoft Office também se integra ao Google Docs), o excelente leitor de feeds RSS Pulse, que se integra ao Google Reader, e uma versão de demonstração do jogo “Need for Speed: Shift HD”.
Bateria
Nosso teste de bateria padrão em tablets consiste em colocar o brilho da tela em 50% e tocar um vídeo continuamente, enquanto o aparelho está conectado a uma rede Wi-Fi. Nesse perfil de uso o Galaxy Tab 10.1 surpreendeu, com uma autonomia estimada em pouco mais de 11 horas de uso. É tanto quanto um iPad 2, e mais que concorrentes como o Motorola Xoom (pouco mais de 8 horas e meia) ou o Eee Pad Transformer da ASUS (pouco mais de 9 horas). É o melhor resultado que já vimos em um tablet Android.
Na hora da recarga, o Galaxy Tab 10.1 tem o mesmo comportamento de outros tablets no mercado: ele não recarrega plugado a uma porta USB do computador, apenas usando o carregador incluso na embalagem.
Acessórios
Como já disse, o Galaxy Tab 10.1 não tem portas USB, leitor de cartões de memória ou saída HDMI, embora estes recursos possam ser implementados com acessórios que a Samsung também está trazendo ao Brasil. Mas é melhor você preparar o bolso.
Para ligar o tablet a uma TV de alta-definição, por exemplo, é necessário desembolsar R$ 139,00 por um cabo HDMI. Quer ler cartões SD e pendrives? Pague mais R$ 99 pelo kit com dois adaptadores. Um carregador veicular sai por R$ 129, e uma simples capa de couro custará R$ 100.
A Samsung também trará ao mercado nacional um teclado (R$ 299) que possibilita transformar o Galaxy Tab 10.1 em um “netbook”, de forma similar ao Eee Pad Transformer da ASUS. Mas se a idéia é similar, a execução é diferente: o teclado da Samsung não tem o encaixe móvel, então não é possível fechar a tela sobre o teclado e colocar o conjunto na bolsa. Ele também não tem o trackpad, leitor de cartões nem a bateria extendida encontrados no produto da ASUS. É só um teclado, e nada mais.
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Teclado para o Galaxy Tab 10.1: sem trackpad ou bateria extra
A boa notícia é que você pode usar qualquer teclado Bluetooth com o Galaxy Tab: testei com o teclado sem fios de um Mac e não tive problemas. Infelizmente não tive a mesma sorte com um mouse: até consegui “parear” ele com o tablet, mas o cursor na tela (como visto no Eee Pad Transformer) nunca apareceu.
Veredito
Apesar de ter o mesmo hardware que seus concorrentes, o Samsung Galaxy Tab 10.1 consegue de destacar pelo design ultrafino e pelas modificações feitas pela fabricante no sistema operacional, que o tornam mais fácil e agradável de usar.
Entretanto, estas diferenças não são suficientes para justificar o preço. O Galaxy Tab 10.1 com 3G, sem subsídios de operadora, sai por R$ 1.999. É possível comprar um Motorola Xoom 3G, com mais memória interna (32 GB) e câmera melhor (5 MP) por cerca de R$ 100 a menos, e algumas lojas dão o cabo HDMI de brinde. No Galaxy Tab ele custa R$ 139. Claro que o Galaxy Tab 10.1 é mais fino e mais leve, mas a economia pode compensar os 4,3 mm e 165 gramas de diferença.
Galaxy Tab 10.1
Fabricante: Samsung
Pontos fortes: É o tablet mais fino do mercado
Excelente autonomia de bateria
Interface "TouchWiz" deixa o sistema mais fácil de usar
Pontos fracos: Precisa de acessórios (caros) para fazer o que alguns concorrentes fazem nativamente
Um pouco caro
Apesar de ter o mesmo hardware que seus concorrentes, o Samsung Galaxy Tab 10.1 consegue de destacar pelo design ultrafino e pelas modificações feitas pela fabricante no sistema operacional, que o tornam mais fácil e agradável de usar. Entretanto, o preço é um tanto salgado: não é difícil encontrar concorrentes com hardware um pouco superior por menos, apesar deles não serem tão "finos" quanto o Tab.
Preço: R$ 1.999 (na versão 3G, sem plano com a operadora)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sony lançará seu primeiro tablet em 17 de setembro

Tóquio - A multinacional japonesa Sony anunciou nesta quinta-feira que seu primeiro tablet chegará ao Japão em 17 de setembro, com o objetivo de concorrer em um mercado liderado pelo popular iPad da Apple.
A previsão é que o preço do tablet da série S, com uma tela de 9,4 polegadas e baseada no sistema operacional Android, ronde 45 mil ienes (406 euros) para o modelo de 16 GB, segundo fontes da Sony citadas pela agência local Kyodo.
A empresa planeja lançar em outubro ou novembro seu tablete da série P, equipado com duas telas de 5,5 polegadas e pensado para as comunicações móveis.
O objetivo da Sony é tomar a liderança do mercado japonês de tablets com sistema operacional Android no ano fiscal de 2012, que termina em março de 2013, indicou o vice-presidente da Sony Marketing, Akihiro Matsubara.
Calcula-se que o mercado japonês de tablets alcançará dois milhões de unidades no atual ano fiscal, e que aumentará para 3,2 milhões no exercício fiscal de 2012.
A Sony apresentou nesta quarta-feira em Berlim seus tabletes S e P como parte do catálogo de novidades para este outono, quando os dois modelos também devem chegar ao mercado europeu.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

15 perguntas sobre o Windows 8, da Microsoft

 

São Paulo — A Microsoft se prepara para fazer mudanças radicais no Windows, seu bem sucedido sistema operacional criado para os PCs. A empresa não tem muita escolha já que, 30 anos depois do pioneiro IBM PC, o próprio conceito de computador pessoal está em rápida mutação. Muitas das tracionais aplicações dos PCs estão migrando para os tablets ou para a nuvem. Se o Windows não acompanhar essa transformação, vai perder importância rapidamente no mercado e deixar de ser o produto lucrativo que é para a Microsoft.
Por isso, é grande a expectativa em torno do Windows 8, a próxima geração do sistema que está em desenvolvimento. Até agora, nenhuma cópia do software foi distribuída publicamente e as informações divulgadas escondem muitos detalhes. Mesmo assim, já é possível ter uma boa ideia de como será o Windows 8. Confira 15 perguntas e respostas a seguir. 
1 Quando o Windows 8 estará pronto?
Em maio, durante um evento em Tóquio, o CEO da Microsoft Steve Ballmer chegou a dizer que o lançamento do Windows 8 seria em 2012. Mas a empresa rapidamente soltou um comunicado afirmando que aquilo havia sido um engano e que a data ainda não estava definida. Mesmo assim, 2012 é uma boa aposta. A Microsoft tem desenvolvido o Windows em ciclos de cerca de três anos. O Vista foi liberado em janeiro de 2007; e, o Windows 7, em outubro de 2009. Se o ritmo se mantiver, o Windows 8 estará nas lojas no segundo semestre do próximo ano.
2 Em que computadores o Windows 8 vai rodar?
Vai rodar em PCs portáteis e de mesa, servidores, tablets e, provavelmente, também em TVs inteligentes e outros equipamentos de entretenimento doméstico. Um dos grandes desafios no desenvolvimento do Windows 8 é que ele precisa funcionar igualmente bem em PCs com teclado e mouse e em tablets com tela sensível ao toque. Para isso, é provável que ele assuma um aspecto diferente em cada tipo de dispositivo. 
3 Haverá smartphones com o Windows 8?
Um smartphone com Windows 8 parece ser tecnicamente possível (existe pelo menos um com Windows 7, o Loox F-07C, da Fujitsu). Mas, como a Microsoft oferece também o Windows Phone, uma opção mais adequada aos smartphones, não há a expectativa de que o Windows 8 seja usado nesses dispositivos.
4 Qual é a principal novidade do Windows 8?
A interface gráfica, a parte do sistema que interage com o usuário, foi completamente refeita. Essa é a principal novidade do Windows 8. O objetivo da Microsoft é criar uma interface que possa ser usada com facilidade em telas sensíveis ao toque, sem mouse e sem teclado. Para isso, a empresa se inspirou no Windows Phone, seu sistema para smartphones. O usuário também tem a opção de usar a área de trabalho tradicional do Windows, voltada para computadores com teclado e mouse.
5 O que a nova interface gráfica tem de diferente?
A interface gráfica do Windows 8 mostra uma tela inicial dividida em áreas retangulares onde ficam ícones funcionais dos aplicativos. Cada retângulo pode exibir informações e também serve para abrir o respectivo programa. Assim, informações como notícias, previsão do tempo e cotações podem ser consultadas diretamente nessa tela inicial. Nas janelas dos aplicativos, os botões para minimizar, maximizar e fechar o quadro sumiram, mas ficaram os respectivos símbolos, que continuam funcionando da mesma maneira. A nova interface inclui um teclado virtual parecido com o que é encontrado no iPad e nos tablets com Android. Como acontece no iOS 5, a nova versão do sistema operacional móvel da Apple, o teclado do Windows 8 inclui um modo dividido, específico para digitação com os polegares.
6 Os aplicativos do Windows 8 são diferentes dos atuais?
Aparentemente, o Windows 8 vai aceitar tanto os aplicativos atuais como outros, que terão um novo formato, elaborado para uso em tablets e outros computadores com tela sensível ao toque. Esses novos aplicativos ocupam a tela inteira, como acontece no iPad, da Apple. O sistema foi otimizado para telas no formato 16:9, o mesmo dos televisores atuais. Nelas, também é possível exibir dois programas lado a lado. A tela fica, então, dividida por uma linha vertical que separa os aplicativos. A pessoa pode arrastá-la para os lados, definindo quanto da tela cada aplicativo ocupa. E os programas tradicionais também poderão ser vistos lado a lado junto com os que adotam o formato novo.
7 Há aplicativos novos incluídos no Windows 8?
Até agora, apareceram poucos aplicativos novos que farão parte do sistema. O principal é o Modern Reader, um visualizador de livros e documentos no formato PDF, da Adobe. Ele poderá dispensar a instalação do Adobe Reader, aplicativo que, hoje, é quase onipresente nos PCs. Há também um novo gerenciador de tarefas, o Modern Task Manager. Esses nomes são usados nas versões prévias do sistema que têm circulado na internet. Poderão mudar até o lançamento. Haverá, também, aperfeiçoamentos nos aplicativos atuais. O Internet Explorer, por exemplo, deve vir na versão 10.
8 Que outras novidades o Windows 8 traz?
Há algumas mudanças com o objetivo de permitir que o computador ou tablet possa ser usado rapidamente ao ser ligado. O sistema pode ser posto num estado de hibernação leve de modo que entre em ação imediatamente, como acontece com os celulares e tablets. Há também uma função chamada Portable Workspace, que cria uma instalação do Windows 8 num pen drive ou numa unidade de disco externa. 
9 Todos os aplicativos atuais dos PCs vão rodar no Windows 8?
Muitos dos aplicativos atuais dos PCs devem funcionar no Windows 8 sem falhas  significativas. Mas qualquer mudança de sistema operacional tende a trazer problemas de compatibilidade. É provável que certos aplicativos precisem de atualização para trabalhar bem no novo sistema. Outros, mais antigos, podem não funcionar. 
10 Haverá uma loja de aplicativos para o Windows 8?
Sim. A Microsoft terá uma loja de aplicativos para o Windows 8, como acontece com o Mac OS X, da Apple. Algumas telas de uma suposta loja em desenvolvimento circularam na internet em Abril, mas não havia certeza de que eram verdadeiras. A confirmação veio neste mês, na forma de um post no blog oficial do Windows 8, listando as equipes que desenvolvem o sistema operacional. Entre esses grupos de trabalho, está um dedicado à loja online. Vale observar que essa não será a primeira investida da Microsoft nessa área. O Windows Vista já tinha uma loja online, o Windows Marketplace, que nunca chegou a fazer sucesso.
11 O Windows 8 terá suporte a GPS?
Sim. A Microsoft não poderia nem pensar em oferecer um sistema operacional para tablet que não suportasse GPS. Cópias do Windows 8 que circulam na internet também trazem esse e outros recursos voltados aos dispositivos móveis, com funções para envio de mensagens SMS. 
12 O usuário terá acesso direto aos arquivos nos tablets com Windows 8?
Ao que parece, sim. Essa pode ser uma vantagem do Windows 8 sobre o iOS, da Apple. O sistema da Apple não permite, ao usuário, gerenciar diretamente seus arquivos de fotos, documentos, músicas e filmes armazenados no iPhone ou no iPad. Não há uma maneira prática de apagar, mover ou trocar o nome de um arquivo, por exemplo. Em geral, operações com arquivos precisam ser feitas por meio do iTunes ou do respectivo aplicativo. Já o Windows 8 deve manter o sistema de arquivos usado nos PCs, em que o usuário tem liberdade para alterar seus arquivos à vontade.
13 O Windows 8 vai exigir um computador mais poderoso que os atuais?
Ao que tudo indica, não. A Microsoft diz que os requisitos de hardware do Windows 8 serão similares aos do Windows 7. A empresa já cometeu o erro de sobrestimar a capacidade dos computadores no mercado em 2007, quando lançou o pesado Windows Vista. É pouco provável que faça isso novamente com o Windows 8.
14 O Windows 8 será um sistema de 32 ou 64 bits?
Ainda não vai ser nessa vez que a Microsoft vai matar a velha arquitetura de 32 bits – como fez a Apple quando lançou o Mac OS X. Como já acontece com o Windows 7, versões de 32 e 64 bits do Windows 8 vão coexistir. Quase todos os novos notebooks e PCs de mesa devem adotar a versão de 64 bits, que é mais rápida, mais segura e mais confiável. A opção de 32 bits fica para dispositivos mais simples, como tablets, netbooks e televisores inteligentes.
15 Já existe alguma versão do Windows 8 disponível?
A Microsoft possui versões internas do Windows 8, que ainda está em desenvolvimento. De tempos em tempos, alguma cópia vaza na internet. Até agora, já apareceram versões para PCs de 32 e 64 bits, e também uma para servidores. A empresa vai realizar, de 13 a 16 de setembro, em Anaheim, na Califórnia, sua conferência Build, para desenvolvedores. Espera-se que, lá, seja apresentada oficialmente uma versão preliminar do produto. O vídeo abaixo é uma apresentação (em inglês) da interface gráfica do Windows 8. Mauricio Greco, Exame.

HP EM BAIXA!

Lojas liquidam tablet HP TouchPad por US$ 100 nos EUA

São Paulo -- O tablet TouchPad, lançado pela HP há menos de dois meses e condenado à morte pela empresa nesta semana, já está em liquidação nas lojas americanas. Redes como a BestBuy oferecem o modelo mais simples, com 16 gigabytes de memória, por US$ 99,99. Esse mesmo modelo custava US$ 449 em julho, e há havia tido seu preço reduzido para US$ 399 no início de agosto.
O corte radical no preço do TouchPad parece ter sido indicado pela própria HP às lojas americanas e canadenses. O produto fracassou na tentativa de despertar interesse do público e encalhou nas lojas. A BestBuy, por exemplo, informou que recebeu 270.000 unidades do tablet da HP. Mas, até a semana passada, só havia vendido 25.000.
Esses números mostram uma das razões por que a HP está fechando sua divisão de smartphones e tablets. Os produtos, baseados na tecnologia da Palm, adquirida pela HP no ano passado, se mostraram incapazes de competir com o iPad e com os tablets que rodam o sistema Android. O fracasso do tablet já vinha ficando claro desde o seu lançamento nos Estados Unidos, no dia 1º de julho.
Curiosamente, nesta manhã de domingo, o site americano da BestBuy informava que o TouchPad estava esgotado. Mas o produto ainda estava disponível, pelo mesmo preço, na versão canadense do site.